
"Olha, amor, estão a abrir...!"
Corres a sorrir, e dás-me a boa nova
Vejo o que trazes na mão, mas não é isso que me chama
Não é isso que me desvia o olhar do prato de sopa
Não é isso que me descola o ouvido preso às notas de Dvorak
trazes o vermelho das pétalas no rubor da face
a frescura da planta na naturalidade do sorriso,
e um mais não sei quê que me acalma e espanta.
E conseguiste também o regresso desta pena descolorida,
com falta de sal e maresia, mas envolta em cheiros de nevoeiro e...de pato...com laranja!!
