Esta era a manchete de hoje num diário.
Ponto 1: eu gosto de viajar, e só não o faço mais porque...olha, é a crise!
Ponto 2: até viajaria mais de avião se cumprisse mais com o ponto 1. Por isso o que eu vou dizer não significa que sou anti-viagens ou anti-aviões, ou anti-evolução técnica do homem, wathever.
Nem venho faltar ao respeito por quem sofreu a perda de alguém num acidente de avião deste género.
Sabem apenas do que me lembrei? Daquela expressão que dizemos tantas vezes quando nos pisam sem querer: "olha, esse já aí estava antes"
Sei que muitos pensarão: mas que raio, os passaritos que se mudem, e mais passaritos, menos passaritos, a gente quer é ter segurança e, o preço a pagar para os nossos aviões descolarem ou aterrarem em segurança é o de tratar de tirar os pássaros do caminho.
Não sou ambientalista, e não tenho soluções assim de repente. Também ainda não tenho soluções para muita coisa da minha vida, quanto mais para o problema dos pássaros nos aeroportos.
Mas sou humano, e é triste quando vejo que nós humanos, subjugamos a nossa capacidade de imaginar soluções ao instinto fatal de destruirmos e nos apossarmos como senhores de tudo quanto é espaço, dê lá por onde der, seja na terra ou no ar.
Quanto aos pássaros, ainda não foi provado que tenham a capacidade de se tornarem kamikazes e andarem por aí contra os aviões de propósito, e por isso o que fazem é simplesmente por instinto, de sobrevivência, de busca de recursos, de viver no território onde afinal as suas comunidades já estavam, antes dos aeroportos e dos aviões lá passarem.
Não há aves a mais na Portela, senhores, mas também não há pessoas a mais no mundo.
Há é muita massa cinzenta mal aproveitada!
