27 de Maio de 2008

a forma da tua mão em mim

"...então, desenho o teu corpo em mim,
a forma, da tua mão em mim,
pudesse ser essa a forma do mundo inteiro,
acordo, só para te ver dormir, assim... em paz"

(in "Pressinto", de Mafalda Veiga)

A vida (também) é feita de momentos... dos automáticos, dos programados, dos que passam ao lado, mas sobretudo dos inesquecíveis, daqueles que apenas ficam dentro de quem os vive, e daqueles que por felicidade ficam retidos numa memória física, neste caso uma foto. E faz bem saírmos do tornado de coisas em nossa volta e por um bocadinho, só por um bocadinho, aterrar nessa memória, nesse pedaço de tempo fabuloso porque irrepetível, ou talvez não.

Os tempos não estão fáceis, é o trabalho, tarefas, decisões a tomar, rumos a decidir, mas há uma coisa que afinal permanece, que vai criando uma linha, que prende pedaços que teimam em soltar-se de nós, que nos agarra a um chão que já conhecemos, e que afinal, se não repete exactamente aquele momento, torna-o de certeza imortal, e cola-o a tantos outros momentos, a tantos outros gestos. Essa coisa não tem nome, não lhe quero dar nome. Porque eu sei o que é, tu sabes também, todos sabemos. Nomeá-lo era fazê-lo perder a graça, e prender a uma palavra algo que vive em tantas.

O autor da foto, o nosso caro Paulo, disse que aquela mão só poderia ser a tua, e eu concordo. Não por estar lá e ter a certeza disso, mas porque SÓ podia ser mesmo a tua. Porque tal como uma palavra não consegue conter em si o algo mais que nos leva ao encontro um do outro, também a imagem não consegue conter o mundo de meiguice, de cumplicidade, de presença, de Amizade, que transborda daquele toque, daquele gesto. Por isso se tornou imortal, e afinal, tão renovado (e não apenas repetido) por ti, em tantos momentos bons e menos bons. Porque os maus...só se não existisses.

Obrigado

19 de Maio de 2008

Estágio com Richard Amos


Decorreu neste fim de semana um estágio promovido pela FAMN - Federação de Artes Marciais Nipónicas, com o Sensei Richard Amos, 6º Dan, e instrutor da Japan Karate Association, que é só a mais prestigiada instituição mundial de formação do Karate na sua linha mais tradicional.

Infelizmente só pude estar no sábado, mas foi um enorme privilégio para todos os que puderam estar presentes contactar com alguém tão humilde na sua presença, e ao mesmo tempo tão transbordante de conhecimento, vontade de o transmitir, e com a simplicidade que só os grandes mestres sabem demonstrar. Pude mesmo obter a opinião de quem esteve presente por ser pai de uma karateca, e que sentiu prazer em conhecer esta personalidade e assistir encantado ao seu treino. Gostava de salientar também a forma como o Sensei ensinava as crianças, que mesmo não percebendo inglês, mostravam que o Karaté tem em si uma linguagem universal, e apreendiam mais facilmente do qualquer outra tradução que lhes fosse feita.

Para quem quiser saber mais, aqui fica o link da página pessoal do dojo do Sensei Richard Amos, e da promotora do evento, a FAMN - Federação de Artes Marciais Nipónicas.